
Em entrevista à revista Alternative Press, William falou mais sobre o término do The Academy Is… e sobre o seu novo projeto. Abaixo, alguns trechos da entrevista.
O término da banda pegou muitos de surpresa. Por quanto tempo esse era o plano?
Isso (o término da banda) não foi uma decisão impulsiva. Para mim, isso foi uma culminação de pequenos fatores que somaram uma decisão difícil, porém necessária, para nós. Muito disso tem a ver com a forma que eu me senti depois do show em Nova Iorque no aniversário de 15 anos da Fueled By Ramen. Era pra ser o nosso último show com o nosso baterista, o Butcher [Andy Mrotek]. Foi ótimo. Nós estávamos indo para a turnê com o Jack’s Mannequin, pensando em seguir na turnê mesmo sem ele… Eu acho que eu inocentemente pensei que isso daria certo, que seria a mesma coisa. Mas esse sentimento mudou depois do show; eu senti que não seria mais o mesmo, e que não seria tão confortável assim.
(…) Quando se trata de como você quer que algo seja e de como esse algo é atualmente, você tem de ser honesto consigo mesmo e observar como o que você é vai afetar a sua arte. E Mike e eu, por mais que tenhamos escritoótimas músicas juntos, eu apenas não conseguia mais fazer isso.
Vocês cresceram muito como uma banda. É natural as pessoas mudarem. Você vê isso em muitas bandas. Quando você cresce, você diverge. Nem todos continuarão os mesmos e irão querer as mesmas coisas de nove anos atrás, quando vocês começaram.
Exato. É agridoce. Durante o ano passado, eu fiquei muito ativo online pelo twitter e pelo meu blog, apenas tentando realmente me reconectar. Honestamente, por mais que os fãs possam precisar de nós, e por mais que eles possam precisar da nossa música, eu sinto a mesma coisa, porque o motivo pelo qual eu comecei a tocar e a escrever músicas era pra ter esse sentimento de reciprocidade, quando você senta na frente de alguém e toca a eles uma música, poder sentir vividamente que você mudou, mesmo quando recebe uma careta de “Essa música é uma merda”. [Risadas] Obviamente, isso não é um vício. Afetar alguém dessa forma, mover alguém essa forma – é por essa conecção que eu sou viciado. Os fãs têm sido um grande sistema de apoio através dessa situação, e tudo o que eu tenho lido é positivo. Obviamente, as pessoas estão tristes – foi uma longa estrada para todos nós, e nós fizemos muitas coisas ótimas juntos. Eu prefiro lembrar de nós dessa forma, ao invés de lembrar de nós caindo as pedaços.
Eu sei que você tem escrito. O que você tem acumulado até agora?
Mike e eu escrevemos uma porção de músicas juntos; eu escrevi uma porção de músicas sozinho. Alguma coisa vai ficar de lado. É lamentável, mas algumas músicas se encaixam na minha visão, e outras irão ficar por aí. Nós temos mais do que 60 músicas que foram escritas no decorrer dos últimos dois anos – semana passada, eu escrevi outras quatro músicas. Eu planejo continuar a exercitar o músculo até irmos para o estúdios e até quando nós já estivermos no estúdio. Será uma avaliação a respeito do que está certo para a minha visão de música, o que é certo gravar.
Como você descreveria o que você tem escrito?
As pessoas estão provavelmente esperando um álbum solo no estilo folk, um álbum solo acústico. Isso é exatamente o contrário do que eu irei fazer. Isso é o que eu vou dizer sobre isso agora.
Você sabe quando você irá para o estúdio de gravação?
Não está completamente confirmado, mas eu definitivamente irei antes da primeira nevada.
Foi uma conversa difícil quando você trouxe para eles (os outros membros do TAI) o assunto do término da banda?
Sim. Foi muito difícil. Não é uma coisa fácil. Você meio que pode comparar com um divórcio ou algo do tipo. Mas ao invés de uma pessoa, você está se divorciando com várias pessoas. Nós tivemos os nossos altos e baixos, mas nós somos adultos agora. E eu acredito que nós agüentamos isso por bastante tempo. Nós tomamos a responsabilidade pela banda e o que era melhor para ela – e nesse caso, era melhor terminá-la.
O que você mais sentirá falta sobre estar em uma banda?
Provavelmente de sair com o Adam, e talvez de tocar muitas das músicas. É quase muito cedo para saber exatamente, mas eu estou muito confortável em seguir em frente. Fazendo isso dessa forma é um jeito que nós podemos – ou pessoalmente, eu posso olhar para o que fizemos e o que realizamos com orgulho, e estar feliz que nós fizemos da forma em que fizemos, e nós fizemos as escolhas que fizemos. Nós vimos o mundo juntos muitas e muitas vezes, e foi maravilhoso. E eu espero fazer isso novamente com o meu novo projeto.
Você parece estar muito em paz com isso tudo. Você parece estar animado por ter essa folha em branco na sua frente.
Como eu disse, isso foi muito libertador. Eu estou mais inspirado do que quando eu peguei uma guitarra. É um bom tempo na minha vida. Eu sei que, para alguém que está triste a respeito disso, não deve ser fácil ouvir uma coisa dessas, mas eles têm de entender que não foi algo impulsivo. Foi uma decisão comulativa que levou a isso, depois de um longo período de tempo. Vocês terão uma melhor produção, um melhor resultado disso, de todos nós. Todos estarão disponíveis para focar no que quer que seja – seja música ou não – em plenitude. Eu realmente espero que nós possamos permanecer perto um do outro.
Durante toda e entrevista, William fez questão de frisar que a decisão de terminar a banda não foi uma decisão repentina e que ele, como todos os fãs, sente um grande amor pelo The Academy Is…